Autonomia – a história jamais contada do Espiritismo

IDEIA PRINCIPAL

O espiritismo religioso que você conhece não é o espiritismo original como proposto por Kardec. O espiritismo de Allan Kardec foi alterado e somente desde muito recentemente (2019) está sendo recuperado. O autor chega a afirmar:

“Os livros ditos espíritas tratam de tudo menos dos princípios espíritas”.

Apesar da ideia principal serem as alterações, você não vai encontrar no livro “Autonomia” uma lista organizada e objetiva contendo essas alterações. Elas estão diluídas pelas mais de 650 páginas do livro. Eu tomei a iniciativa de criar uma lista de alterações à medida que ia lendo o livro e assim acabei ultrapassando o tamanho pretendido para mais esse post resumo.

O(S) AUTOR(ES)

Apesar de ser uma obra assinada por um único indivíduo, Paulo Henrique de Figueiredo, ela é resultado do trabalho de muita gente. Teve o apoio de professores universitários, historiadores, jornalistas, apoio da FEAL (Fundação Espírita André Luiz), da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, do Centro de Cultura Documentação e Pesquisa do Espiritismo além de grupos sediados na Argentina e França.

Não é um livro psicografado. Muito pelo contrário. É um livro totalmente baseado em documentos que inclusive foram digitalizados e disponibilizados para os leitores.

CONTEÚDO

“Autonomia” é uma viagem no tempo. De Kardec (1804–1869) até 2019.

No início de seu trabalho, em uma sessão mediúnica, Kardec foi avisado pelos espíritos que seus ensinamentos seriam distorcidos. Kardec passou a tudo documentar e manteve consigo durante sua vida uma pasta com documentos chave para futuramente serem consultados. Esses documentos foram entregues a um colega francês mais próximo, alinhado com suas idéias.

Ao mesmo tempo, Paulo Henrique Figueiredo nos conta sobre o trabalho de pesquisa de Canuto de Abreu (1892-1980) que em suas viagens pela europa se interessou pelo espiritismo. Após a guerra, Canuto de Abreu volta à europa e inicia uma busca pelos integrantes que participaram da fundação do espiritismo e que ainda estavam vivos. Canuto volta com literalmente milhares de documentos. Para a surpresa do leitor, Canuto de Abreu conhece esse francês já idoso que guardava os tais documentos originais guardados de Kardec e os entrega para Canuto de Abreu. Os documentos originais de Kardec chegam então ao Brasil com Canuto de Abreu e só foram revelados recentemente.

A primeira parte do livro é a história dos documentos em si. E como chegaram no Brasil. É uma história empolgante cheia de surpresas. Fica difícil parar de ler. Os personagens são os nomes mais conhecidos do espiritismo incluindo o surpreende encontro com o filho adotivo de Chico Xavier (Eurípedes Reis) com mensagens de Emmanuel sobre esse tema da distorção dos ensinamentos.

Finda a primeira parte, o livro se aprofunda na história da filosofia, nas inovações ideológicas propostas por Kardec, na história da pedagogia e academia francesa. Finaliza com detalhes da fundação do movimento espírita no Brasil e como seus ensinamentos foram cada vez mais distorcidos.

O livro é sólido. Não é conteúdo “fofo”, especulativo. Essa solidez se dá pelo formato argumentativo escolhido pelo autor. Sempre inicia um tópico com a transcrição de trechos de livros, cartas e documentos (alguns inéditos até 2019). E encerra o argumento com seus comentários. Todos os documentos possuem um link para sua versão digitalizada que podem ser acessados pelo leitor.

ORIGINALIDADE

Muitos dos documentos originais de Kardec só foram revelados agora no Brasil com o lançamento do livro. Sob o ponto de vista histórico, documental, o livro é não apenas original mas um marco divisório.

O tema das alterações em si não é de todo uma grande novidade. As mudanças das alterações já vinham sendo timidamente denunciadas desde 1884 pela União Espírita Francesa. No Brasil, já existia grupos de trabalho para recuperar as alterações do livro “A Gênese”. Ou seja, o tema das alterações da doutrina já não é uma novidade para os dirigentes das instituições espíritas brasileiras.

Para o público em geral, seja ele espírita ou não, o livro é uma grande boa surpresa.

CARACTERÍSTICAS

Apesar do livro ser grande, não é cansativo. A narrativa é empolgante.
O livro não é doutrinador. Não vai ficar pregando o espiritismo.

PONTOS NEGATIVOS

  • Vitimização. O autor coloca o espiritismo em posição de vítima. Disse um amigo (Pedro Nunes): “O problema do espiritismo está dentro dele e não fora.”
  • O livro é prolixo.
  • QR Code não funciona. Os links dos tais documentos tem que ser digitados na mão.
  • Senti falta de um panorama mundial. Da forma como conta o autor parece que a França é o centro do mundo e nenhuma outra nação colaborou com o pensamento filosófico da humanidade.
  • O autor minimizou a importância de alguns pensadores.
  • O autor às vezes fala muito de Deus. Poderia ter diminuído na dose. Não chega a comprometer o livro mas é bom que você saiba que vai se deparar com isso.
  • Em alguns momentos quando algum pensador é citado não fica claro se o exposto é de fato sua opinião ou a do autor. Falta referências de rodapé por todo o livro. Mas novamente não chega a comprometer a credibilidade.
  • Algumas poucas comparações com linhas orientais é bem fraca e algumas vezes até errada. O autor entende de espiritismo e erra quando sai desse território.
  • Segundo o autor, tudo é uma questão de moral, moral e moral. Sabemos que existem fatores físicos e energéticos que influenciam as manifestações sutis e não podem ser colocadas de lado. O autor se empolga.
  • Nessa empolgação não consegue ser 100% imparcial em algumas argumentações.
  • Um casal que idealiza um filho. Um produto que vai ao mercado. Tudo na natureza cresce, passa por ciclos e mutações. E absolutamente nunca é igual ao idealizado originalmente. Acho que o autor exige demais da humanidade ao querer que o espiritismo fosse diferente. Não é aceitar os desvios. Mas vê-lo com mais naturalidade. Colocar o navio de volta ao prumo é necessidade de todo projeto, do mais simples ao mais complexo.

A QUEM RECOMENDO

É um bom livro para quem vai começar a estudar o Espiritismo. Ele evita “começar errado”.

Também recomendo para os veteranos uma vez que alguns dos desvios dos ensinamentos são grandes. Vou dar um exemplo. Preste atenção:

“o passe espiritual, requer somente a prece que evoca os bons Espíritos e a concentração e o exercício da vontade benevolente de quem o recebe, não necessitando da atuação de um passista, ou magnetizador espírita.”

Isso é totalmente oposto ao que vemos nos centros espíritas com os passistas desempenhando movimentos com as mãos para cima e para baixo. É chocante não?

Portanto, me arrisco a dizer que este livro é obrigatório para se entender o Espiritismo.

AS FORÇAS CONTRÁRIAS AO ESPIRITISMO DE KARDEC

O autor Paulo Henrique Figueiredo, não vai poupar ninguém e aponta as forças e atores que foram contrários ou que influenciaram negativamente para que o espiritismo se distanciasse do original proposto por Kardec. Foram eles: Roustaing, FEB (Federação Espírita Brasileira), Bezerra de Menezes, a teosofia de Helena Blavatsky, Leymarie, Ramatís, mudanças no sistema de ensino superior promovidas pela igreja católica no comando de Napoleão, além dos espíritos apegados aos conceitos do velho mundo (igreja católica).

CARACTERÍSTICAS INOVADORAS DO ESPIRITISMO DE KARDEC

Muitas das idéias que são atribuídas ao espiritismo não nascem do espiritismo. Muitas vem de antes de Kardec como do espirutalismo racional e da psicologia experimental, que foram duas correntes de pensamento importantes da França antes da primeira guerra.

Kardec inova com seus estudos da alma nos períodos fora do corpo, entre vidas, depois da morte. Inova trazendo pela primeira vez no universo ocidental que o homem não tem uma constituição dupla mas tripla com a revelação do perispírito. De certa forma, quase tudo isso já existia na Índia e outras culturas, mas na Europa foi uma grande inovação. O próprio Kardec diz que o Espiritismo não tem nada de novo e que todos os seus ensinamentos encontram-se fragmentados nas escolas da Índia, Egito, Grécia e inteiramente nos ensinamentos do Cristo.

Contudo, o Espiritismo vem confirmar, demonstrar por fatos, recuperar o verdadeiro sentido que foram com o tempo distorcidas até mesmo nessas escolas orientais antigas. As forças de distorção, contrárias à evolução planetária vêm agindo desde sempre em tudo que é libertador.

Listo abaixo essas características inovadoras que encontrei ao longo do livro “Autonomia”:

  • Autonomia moral. Kardec queria sobretudo uma revolução moral. Na religião católica e no materialismo existe uma moral heterônoma que é a moral definida pelos outros. A moral segundo Kardec, é pessoal, íntima, livre. É autônoma. Para isso não basta abandonar a religião. É necessário uma grande mudança educacional com igualdade de oportunidades e educação para todos.
  • Educação moral. Segundo Kardec, os problemas do mundo moderno quanto ao trabalho, consumo e economia, estão relacionados com a deficiência do projeto educacional, pois muitos jovens são criados sem princípios, sem freios, e entregues aos próprios instintos. E quando há uma educação intelectual, ela não é pautada pela educação moral. Parece tão óbvio a importância da educação moral hoje em dia. Segundo o autor, quem primeiro levantou essa bola foi Kardec.
  • Comunicação com espíritos. Eis uma grande inovação. Kardec apresenta ao mundo o conceito da “alma desencarnada” (espíritos) e que podemos nos comunicar com eles inteligivelmente.
  • Abordagem científica. Em Kardec, a verdade não vem pela revelação divina. Kardec propõe o início da metafísica como ciência experimental. O Espiritismo vai tirar a metafísica de dentro do ramo das ciências filosóficas que faz uso do método reflexivo e propõe o método experimental como o mais adequado para se estudar a metafísica. Ou seja, ele propõe uma metodologia científica, experimental baseada na auto-observação usando o instrumento da sensibilidade mediúnica.
  • Diversidade de origem. Dentro de sua metodologia, Kardec nos fala da “diversidade de origem”. Isto é, para que as comunicações dos médiuns não tenham caráter de revelação divina elas precisam ser comparadas com várias fontes. Ele publica então o “Livro dos Espíritos” onde compara as mensagens de milhares de médiuns para determinadas perguntas.
  • Evolução meritória. Kardec bate de frente com a religião de sua época ao dizer que não vem de Deus as faculdades e capacidades da alma. Tudo que conseguir será por livre esforço. Esse conceito só é possível quando se acredita na re-encarnação, nas múltiplas vidas.
  • Fluidos manipulados por espíritos. A idéia de fluidos já existia e muito desenvolvida por Mesmer e seus seguidores. Porém, Kardec inova ao dizer que os espíritos manipulam os fluidos espirituais através do pensamento e da vontade.
  • Vida livre de recompensa ou castigo. A religião católica e o materialismo defendem a moral heterônoma (explicada acima). Segundo Kardec, quem usa dos outros a definição do que é bom para si (aceita a moral heterônoma), está abrindo mão de sua liberdade, vira marionete e normalmente faz isso visando satisfação momentânea. Troca o benefício moral da alma por uma recompensa terrena. Kardec diz que isso acontece pois os costumes da sociedade e a educação das crianças são baseadas em recompensa. A simplicidade infelizmente é encarada como falta de ambição. Ele defende o dever como ato voluntário independente de recompensa ou castigo.
  • Educação livre. O sistema educacional proposto por Kardec busca motivar o aluno a aprender pela suas próprias descobertas. Propõe que a educação livre de castigo e recompensa é a base de uma sociedade justa e solidária.
  • Espíritos tem diferentes níveis evolutivos. Kardec propõe estágios evolutivos da alma. E que a constituição do perispírito depende com o grau de adiantamento moral do espírito.
  • Vontade. Na igreja, vontade e desejo são uma coisa só e que devido ao pecado original tende ao mal. No Espiritualismo Racional, vontade é faculdade da alma e é diferente dos instintos animais sendo capaz de controlar o desejo e realizar um ato moral. Kardec inova ao defender que vontade e razão são faculdades da alma. Inicialmente vontade e razão são nulas e através do esforço durante as reencarnações se aperfeiçoa.
  • Personalidade. Na igreja, é Deus quem determina a personalidade de cada homem. No Espiritualismo Racional, personalidade é a consciência de si, inteligência e vontade. No Espiritismo de Kardec somente o esforço livre e autônomo em progredir moralmente resulta na melhora da personalidade.
  • Superação pelo esforço. Em vida, segundo a religião, Deus observa o comportamento humano e age deliberadamente. Kardec é contrário a isso e diz que o homem é capaz de superar o sofrimento e outras consequências naturais através de seu esforço por efeito de sua vontade.
  • Sobre o perdão divino. Kardec explica que quando morremos não recebemos um perdão como que uma graça pois isso seria uma anulação de nossas responsabilidades. O mal se repara com o bem. O bem é um ato livre, consciente e espontâneo. A reparação de erros se dá pelos atos morais.
  • Vácuo. Kardec dirá que não existe o vácuo. O vácuo era um conceito tido como verdade absoluta pelos cientistas da época.
  • Curso intermissivo. Dizia Kardec que vida terrena não é castigo. É uma oportunidade de colocar em prática o que aprendeu no mundo espiritual. Lá no mundo espiritual o espírito estuda a si mesmo, revê as vidas passadas, elabora seu projeto de vidas futuras. Lá, no mundo espiritual, antes de encarnar, segundo Kardec, os espíritos recebem ensinamentos da autonomia moral.
  • Carma. A reencarnação como meio de progresso é comumente narrada pelos moldes das religiões orientais que apresentam o carma como castigo pelos erros do passado. Em Kardec, temos a “teoria da escolha das provas” que de certa forma é contrária ao conceito de um carma como castigo. Ele entende as provas como escolhas do próprio Espírito antes de encarnar.

AFINAL QUAIS FORAM ESSES DESVIOS?

De forma geral as alterações focam em remover os fundamentos que mencionam a moral autônoma. Kardec era contra a submissão, fé cega e contra os hábitos religiosos. Esse é o ponto central e que dá nome ao livro.

O livro “Gênese” de Allan Kardec sofreu mais de 400 alterações. O autor citará as principais alterações mas os interessados devem procurar outra fonte específica para esse assunto. Clique aqui para um publicação disponível sobre isso.

Vamos à lista.
Desvios conceituais:

  • Para Kardec, podemos ser espíritas sem ser forçosamente devotos de Cristo. Diz o autor do livro, que os franceses mais informados sobre o espiritismo consideram o espiritismo brasileiro um cristianismo igrejeiro;
  • Para Kardec, Deus não é um ser humanizado;
  • Para Kardec, Deus não cobra, não castiga nem dá recompensas ao homem;
  • Para Kardec, Jesus passou, assim como nós, por várias encarnações até chegar ao ponto evolutivo que chegou. Tinha a mesma estrutura de corpos sutis que nós. Assim, Kardec não vê Jesus como um ser inalcançável;
  • Em Kardec não há superioridade divina do Cristo;
  • A doutrina de Kardec não é compatível com o conceito de carma, pecado original, queda ou na salvação pelo sofrimento. Um espírita deve pensar bem antes de falar de carma.
  • Kardec chama atenção que não podemos separar o Espiritismo do magnetismo. O que existe por aí de “fluido terapia” não é o magnetismo animal proposto por Kardec. O que existe por aí, em sua maioria, é o magnetismo fluidista, que adota a ideia de uma substância emitida pelo passista e absorvida pelo paciente. Isso é contraditório aos princípios de Kardec pois dessa forma o indivíduo que recebe o passe ficaria passivo e subordinado diante da ação do magnetizador. Ou seja, um princípio heterônomo e não autônomo como defendia Kardec.

Desvios de ordem prática e estruturais:

  • O espiritismo não tem nenhum representante, messias, herdeiros ou médiuns escolhidos. Erra toda federação, união de centros, qualquer organização que se auto-intitule representante do espiritismo. Hoje nos centros espíritas há uma certa imitação da Igreja com poder centralizado.
  • Uma cura pela ação fluídica se dá com os fluidos de Espíritos superiores e portanto a prece e a invocação são necessários. Sem essa “ajuda” os fluidos dos magnetizadores são frequentemente insuficientes. Veremos 3 níveis de cura: pelo fluido do magnetizador, pelo fluido dos Espíritos que podem fazer sozinhos o trabalho, e pelo fluido que os espíritos derramam sobre o magnetizador. Dessa forma, “o passe espiritual, requer somente a prece que evoca os bons Espíritos e a concentração e o exercício da vontade benevolente de quem o recebe, não necessitando da atuação de um passista, ou magnetizador espírita”.
  • Conclusão minha, não está no livro: O conceito de “diversidade de origem” que expliquei acima é muito pouco utilizado. Basta um médium dizer que está psicografando de um espírito conhecido e todos vão balançar a cabeça concordando e aceitando aquilo como verdade absoluta. O gigantesco mercado de obras espíritas falham grosseiramente com esse conceito e dificilmente mudarão pois envolve muito dinheiro.
  • Conclusão minha, não está no livro: A aplicação do conceito de “diversidade de origem” traz consigo uma outra forma de organização dos centros espíritas. Deveriam ser mais integrados, desenvolvendo pesquisas em conjunto. Já pensou a potência que seriam esses milhares de centros trabalhando conjuntamente? Eles não exploram a “diversidade de origem” proposta por Kardec como método fundamental. O espiritismo de Kardec deveria funcionar com centros independentes, dialogando com os Espíritos e transmitindo com os demais centros os resultados obtidos exatamente como se dá nos grupos de pesquisa da ciência convencional. Como se cada centro fosse um observatório.

CONCLUSÃO

Para mim esse livro preenche muitas lacunas. Eu tinha uma vontade imensa de saber como foi que o espiritismo se desenvolveu de Mesmer até hoje em dia. Como se deu o desenvolvimento das idéias de fluido tais como fluido vital, fluido cósmico universal, fluido espiritual, suas diferenças.

Depois de tanta coisa fica a pergunta: Porque os espíritos evoluídos deixaram que a coisa descambasse tanto? A resposta, pelo que entendi do livro, é que a evolução tem que ser através de conquistas autônomas. Um espírito que chegasse forçando como as coisas deveriam acontecer seria uma atitude de evolução heterônoma, diferente do princípio básico da evolução: a autonomia.


Título: Autonomia
Sub-título: A história jamais contada do espiritismo

O livro tem 666 páginas.
Editora: FEAL – Fundação Espírita André Luiz e Mundo Maior (https://mundomaior.com.br/)
Ano: 2a Edição 2019 – A primeira edição lançada em agosto de 2019 esgotou em duas semanas. Um feito mesmo para o grande mercado consumidor de livros espíritas.


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