Quem sou

paulo bebe

Essa minha atual encarnação começou em 1974, em Recife, onde ainda moro.

Virginiano, filho mais novo de 3, sempre fui um pouco questionador. De tão rebelde, minha mãe, do interior de Minas Gerais, dizia que eu era um cavalo selvagem.

paulo e irmaos

Estudei em colégio de freira e de lá fui para o colégio de Aplicação da UFPE. Um colégio de esquerda que nos instigava a tudo questionar. O cavalo selvagem em mim adorou. Eu adorava uma revolução.

Meu pai, físico, pesquisador, foi morar nos Estados Unidos e levou a família inteira. A inserção em um novo “holopensene” ampliou meu entendimento de mundo.

Voltamos ao Brasil e por admiração e influência de meu pai e mãe, estudei matemática e ciências da computação na UFPE. Mas o DNA de comerciante do meu avô foi mais forte e aos 17 anos abri meu primeiro negócio no ramo de internet, a tecnologia que prometia revolucionar o planeta. Tive empresas de informática, restaurante e importação. Algumas tiveram destaque e sucesso, outras nem tanto.

Minha revolução precisava ser financiada e fui trabalhar em uma grande empresa em São Paulo, cidade onde conheci minha esposa.

Em certo momento percebi que estava me acomodando na vida de executivo de multinacional americana e que a vida tinha mais a oferecer. Resolvi expandir meus horizontes, mergulhar em novos “holopensenes”. Fomos para a China onde morei por uns 5 anos. Estudei o mandarim, abri empresa por lá, contratei funcionário Chinês. Mergulhei fundo no ramo de exportação.

Essa é a minha história externa, a aparente. A que as pessoas viam. A minha história interna, que passou guardada por muito tempo é que aos 7 anos sentia as energias no corpo.

Aos 14 anos fui assaltado e me peguei pensando “Meu Deus, me proteja!”. Aquele pensamento me chamou muito a atenção. Mais atenção que o próprio assalto em si. Quem era esse Deus que eu não louvava, mas que na hora do perigo eu chamava e pedia ajuda?

Fui atrás de respostas no budismo, umbanda, espiritismo, maracatú, capoeira, cartas de tarô e qualquer outra coisa que me desse respostas e entendimentos desde pontos de vistas diferentes sobre a vida.

Aos 20 anos começei a ter projeção astral saindo do corpo. Foi mais ou menos quando começei a ter muitas premonições praticamente semanais. Nunca dei bola para elas até que uma amiga se acidentou e fiquei achando que isso que eu vivia internamente poderia ter ajudado os outros. Mas toquei em frente sem dar muita atenção.

Já contei que morei na China por 5 anos. Lá tive oportunidade de interagir com amigos budistas que me ensinaram que essa coisa de premonição, projeção astral, que nada disso importa, o que mais importa na vida é ajudar os outros no aqui e agora, carne e osso.

Mas uma forte premonição da morte de uma pessoa próxima, que acabou acontecendo exatamente como a voz me contou, mexeu muito comigo. Tinha que fazer alguma coisa com isso. Não dava para deixar de lado.

Foi um momento que coincidiu com crise global da economia e distância da família. Coincidiu também com a leitura de um livro budista que me ensinou que a verdadeira revolução é interna. Percebi que o que tinha vivido até esse momento era na verdade um modelo de vida baseado em valores que eram da sociedade, e não meus.

O universo conspirava. Fiz as malas e então voltei da China para o Brasil com duas decisões: fazer apenas o que eu achava que era certo, e entender mais profundamente o que eram essas coisas internas misteriosas que me aconteciam.

Passei por São Paulo, Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu, Salvador, Brasilia, Curitiba, em vários interiores. Fui bater até em uma aldeia com índios no Perú.

Fiz cursos de Método Silva, Deeksha, Massagem Biodinâmica, Consciênciologia, Crânio-Sacral Upledger, Reiki, Xamanismo, Quick Massage, Aurículopuntura, Barras de Access, ThetaHealing, Crânio Sacral Biodinâmica Transmutation, Alinhamento energético, Pranic Healing e Ioga Arhatica.

Em meu trabalho praticamente não uso essas técnicas mas elas me dão uma boa base, me permitem uma visão completa, holística.

Também norteiam meu trabalho as vivências, workshops e retiros com mestres e professores; as trocas com colegas terapeutas; os meus estudos e leituras.

Não menos importante são a ajuda e ensinamentos dos meus amparadores (guias espirituais), verdadeiros professores.

Depois de tanto tempo, cheguei no óbvio: Descobri que a chave da revolução interna é o amor. É ele que nos dá sentido e saúde.

A arrogância e a rebeldia do cavalo selvagem existem mas certa forma já estão dominadas. Foi um passo conquistado. Ainda tenho muitos outros a dar. Apesar de acreditar no amor como direcionador, não sou uma pessoa doce. Meio bruto, talvez até como forma de defesa, pois sou aqueles do tipo sensível. A sensibilidade para as manifestações do plano sutil não chegam sem um preço e nos torna também sujeito às emoções. Sigo tentando conhecê-las.

Hoje dedico um bom tempo do meu dia ao desenvolvimento espiritual e aos empreendimentos que sempre surgem. Ajudo minha esposa em sua loja e dou uma de motorista para a família.

Adoro capoeira e tento ter uma vida saudável.
Sou casado e tenho uma linda família.